SAUDAÇÃO AOS VISITANTES

QUE DIA É HOJE???

QUE HORAS SÃO??

CRF

CRF

GATINHO INTELIGENTE... Você concorda que exista outro blog mais divertido que este???

GATINHO INTELIGENTE... Você concorda que exista outro blog mais divertido que este???
Definitivamente ele não cocorda que exista outro Blog mais divertido do que este... Por isso ele está aqui!!!

sábado, 26 de maio de 2018

DEUS –TRINDADE, Fonte e Origem de Toda Vida

Toda religião tem em seu centro a fé, a crença em Deus. Com a nossa fé cristã, não é diferente. Somos cristãos e no centro desta nossa identidade, está a nossa crença em Deus. 

Nós, cristãos, cremos que nosso Deus não é alguém solitário, egoísta, fechado em um mundo de autossuficiente glória e satisfação. Trata-se, ao contrário, de um Deus que é comunhão de vida, participação de felicidade, família de amor, movimento de liberdade. Nosso Deus é comunhão-unidade de três pessoas distintas que se amam tanto e tão bem que são um só Deus. 

A distinção das pessoas divinas não as leva a se dividirem e se isolarem umas das outras, mas, ao contrário, é exatamente nessa distinção que se encontra a riqueza de sua unidade. Por outro lado, a comunhão das três pessoas não as leva a se confundirem e se misturarem, mas, ao contrário, é precisamente nessa comunhão que se encontra a beleza de sua diversidade. Em suma, em Deus-Trindade, temos união que não é uniformidade, temos diversidade que não é divisão. É comunhão, mas não confusão. É distinção, mas não anarquia. 

Trata-se de um modo único de ser e viver. Só Deus é assim. Nós humanos não conseguimos viver essa perfeição e plenitude. Por causa de nossa natureza criada e, portanto, limitada no tempo e no espaço, frágil, insegura e mortal, e, principalmente, por causa de nosso pecado e, portanto, pela insistência em ver, querer e decidir tudo de modo egoísta, nós humanos não conseguimos viver a plenitude do amor. Quantas vezes queremos impor nossas idéias, e obrigar a todos a pensar e viver do mesmo modo! Querendo comunhão, impomos uniformidade, reprimimos as diferenças, excluímos quem não se encaixa em nossos esquemas. Quantas vezes queremos estimular as diferenças, mas na verdade criamos anarquia, desigualdades, fazendo com que as distinções e diferenças nos levem à divisão e à discórdia, a brigas e guerras! 

Só Deus é comunhão na diversidade de três pessoas. Unidade na Trindade, isto é, unidade de natureza, de essência, de ser; por isso: um só Deus. Trindade na Unidade, isto é, trindade de pessoas; por isso: três modos distintos de ser o mesmo Deus, de o mesmo Deus ser. Só Deus é assim! Esse é o mistério fundamental do cristianismo, mistério de fé que dá sentido a tudo o que somos e pensamos, a tudo o que queremos e fazemos em vista de um mundo mais justo, de uma sociedade mais igualitária, de um povo mais livre. Mistério em que encontramos nossa origem, nosso sentido e nossa meta. Desse mistério viemos, nele vivemos, para ele vamos (At 17,28; Ef 4,6). É o mistério que nos cria para a vida e a liberdade, nos envolve em seu amor e alegria, nos atrai para sua comunhão e plenitude. 

Deus-Trindade é mistério de fé, isto é, uma provocação constante à nossa inteligência, mas principalmente ao nosso coração, no sentido de que somos chamados a viver e a ser como ele. Criados que somos à imagem de Deus, temos dentro de nós a semente e o impulso da comunhão. Criados distintos uns dos outros, pela sexualidade, pela cultura, pelo temperamento, pela constituição física e psicológica, as distinções entre nós não existem para nos dividir e excluir-nos uns aos outros, mas para comungarmos uns com os outros o grande desafio da vida, do modo como Jesus nos ensinou: viver é amar e servir, é dar a vida, é lutar para que todos tenham vida plena (Mt 20,28; Jo 10,10). 

Por isso, quanto mais nos amarmos uns aos outros, mais seremos imagem de Deus-Trindade, mais iremos compreendendo, também com a inteligência, o grande mistério de Deus-Trindade, fonte e origem de toda a vida. Pois, como nos ensinou João: “todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus”. Mas, “aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 Jo 4,7-8). 

Se amamos a Deus, como resposta ao grande amor que ele tem por nós, somos levados ao desejo de conhecê-lo. É ele mesmo quem nos dá o amor e o conhecimento de si. Não se trata, portanto, de um conhecimento simplesmente científico, asséptico, racional, como de um objeto do qual destrinchamos o sentido e o valor, sobre o qual elaboramos teorias. Trata-se, ao invés, de um conhecimento dialogal, experiencial, testemunhal, em que somos estimulados e atraídos a buscá-lo, a amá-lo mais que tudo. 

O conhecimento de Deus e do seu mistério trinitário passa mais pelo amor do que pela inteligência, mais pelo coração que pelo cérebro, mais pela fé que pela razão. Melhor dizendo, vai do amor para a inteligência, do coração para o cérebro, da fé para a razão. É um conhecimento que dinamiza todas as nossas faculdades, energiza todos os nossos sentidos, fascina todo o nosso ser. 

Deus-Trindade pode ser de algum modo concebido por nosso coração e nossa razão, porque, nesse processo de conhecimento, ele é quem toma a iniciativa de dar-se a conhecer, ele é quem nos busca e nos abre o coração e a mente para desejá-lo, ele é quem se revela a nós. Partimos, portanto, de algo dado, o dom de sua revelação. Partimos do grande dom que foi a vinda do Filho Eterno à nossa história, para então vislumbrar aperitivos, acenos da manifestação dos três nos acontecimentos e palavras de sua revelação ao povo de Israel e para reconhecer os sinais da presença e ação dos três na obra da criação. Partimos do presente que o Pai nos deu, seu Filho amado, para então divisar a atuação dos três nas culturas e religiões e para comungar sua vida na intimidade da Igreja. Partimos da manifestação humana da divindade em Jesus de Nazaré, para então entrevermos o quão humanos e divinos já somos, o quanto cada um de nós é chamado a realizar-se e ser realizado no serviço aos irmãos e irmãs e na adoração do único Deus. 

Assim, se ainda não tivéssemos percebido e experimentado a beleza e a gratuidade do amor e do conhecimento de Deus, ao menos por interesse pessoal e comunitário deveríamos nos dar a essa tarefa. Pois, quanto mais o conhecermos com o coração e o cérebro, quanto mais o amarmos com todas as forças e acima de todas as coisas, quanto mais deixarmos que Ele seja Deus e se revele a nós como Deus, em sua comunhão trinitária de amor, mais seremos humanos, menos egoístas, mais solidários e comunitários, menos desumanos e insensíveis. Quanto mais n'Ele crermos, mais seremos salvos, mais libertados de amarras egoístas, de medos e inseguranças, mais libertados das mazelas sociais da injustiça e da violência, da discriminação e da exclusão. O mistério central da fé é também o mistério central da salvação. 

Não podemos, por isso, deixar de aceitar o desafio de conhecer Aquele que nos ama com amor eterno, em suas três divinas pessoas: nosso Pai-Mãe em quem temos amparo, segurança e proteção; nosso Irmão, Amigo e Salvador, que por nós se fez homem, morreu e ressuscitou; nosso Advogado e Consolador, que nos anima e fortalece a permanecer firmes na fé, solícitos na caridade e corajosos na esperança. Enfim, o Deus que dá sentido à nossa/minha humanidade. 

Desde toda a eternidade o Pai envia o Filho que voltando ao Pai envia o Espírito. Deus, portanto, está acima de nós (Pai), ao nosso lado caminhando conosco (Filho) e dentro de nós, inspirando-nos e guiando-nos para o serviço e o amor aos irmãos (Espírito Santo). O Deus Uno e Trino que hoje celebramos nos envia a construir e fazer acontecer a comunhão que é sua vida mesmo.

Por: Maria Clara Lucchetti Bingemer 

Publicada em Newsletter IHU | 25-05-2018

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Vem aí.... o 6° Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação – PASCOM


O 6° Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação – PASCOM, acontecerá no período de 19 a 22 de julho, em Aparecida – SP. O tema é “Comunicação e Igreja”, e é um momento em que agentes do Brasil todo trocam experiências.
O encontro é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para fazer as Inscrições [Clique Aqui] 

Segue abaixo a programação

Dia 19/07/2018

16:00 – Credenciamento

19:00 – Cerimônia de Abertura

20:00 – Conferência: O caminho da comunicação na Igreja – Ir. Joana Puntel

Dia 20/07/2018

07:30 – Celebração Eucarística

08:45 – Conferência: A vivência comunicacional na Igreja na América Latina – Ricardo Alvarenga

09:45 – Intervalo

10:15 – Painel – Leitura crítica da mídia em tempos de Fake News (Elson Faxina) – A Rádio como instrumento de evangelização e integração da comunidade (Jessé Barbosa)

11:15 – Plenária

12:00 – Momento dos Regionais

12:15 – Almoço

14:00 – Seminários

19:00 – Jantar

20:00 – Noite cultural – Cerimônia de Entrega dos Prêmios de Comunicação da CNBB

Dia 21/07/2018

07:30 – Celebração Eucarística

08:45 – Conferência: Uma Pastoral para a Comunicação (Dom Leomar Brustolin)

09:45Intervalo

10:15 – Painel – Perspectivas sobre a comunicação católica no Brasil – Moisés Sbardelotto (Perspectivas para a Pastoral da Comunicação a partir do Diretório de Comunicação) e Pe. Rafael Vieira (Assessoria de Imprensa na Igreja)

11:15 – Plenária

12:00 – Momento dos Regionais

12:15 – Almoço

14:00 – Seminários

17:30 – Lançamento de Livros

18:00 – Encerramento

18:30 – Noite Livre

Dia 22 de julho

08:00 – Celebração Eucarística no Santuário de Aparecida

09:45 – Conferência: A Igreja e o período eleitoral: orientações pastorais – Pe. Paulo Renato

10:30 – Momento dos Regionais

11:00 – Cerimônia de Encerramento

12:00 – Almoço

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O LII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Tema: «"A verdade Vos Tornará Livres” (Jo 8, 32). 
Fake News e Jornalismo de Paz»
[13 de maio de 2018]

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas «notícias falsas»?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis»(3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal»(3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu»(3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego:aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida Oração Franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.













Franciscus

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A Transição Católica e o Crescimento da Secularização na América Latina.



[EcoDebate] O Instituto Latinobarômetro divulgou, em 12 de janeiro de 2018, por ocasião da visita do Papa Francisco ao Chile, uma pesquisa sobre as tendências religiosas, especialmente do catolicismo, na América Latina e Caribe (ALC). A América Latina tinha 4 países onde a Igreja Católica possuía uma representação abaixo de 50% da população em 2013 e passou para 7 países, em 2017. No conjunto, o catolicismo está passando de altas para baixas taxas de afiliação na região.

O gráfico acima mostra que os católicos representavam 80% da população da ALC (18 países) em 1995, caiu para 70% em meados da década passada e atingiu o nível mais baixo, de 59%, em 2017. Oito países estavam acima da média e dez países abaixo da média. O destaque dos países mais católicos são o Paraguai (89%) e México (80%). Mas os católicos representavam mais de 60% da população no Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela e Argentina.

Abaixo da média (de 59% da ALC) em 2017, mas acima de 50%, estavam a Costa Rica (57%), Panamá (55%) e Brasil (54%). Abaixo da média, mas acima de 40%, estavam República Dominicana (48%), Chile (45%), Guatemala (43%) e Nicarágua (40%). Já abaixo de 40% estavam El Salvador (39%), Uruguai (38%) e Honduras (37%).

Nota-se que o Chile vinha apresentando uma leve tendência de queda da presença católica na população total até 2010, mas a perda de fiéis se acelerou depois de 2011, particularmente após o caso Karadima, que se refere às denúncias de abuso sexual e pedofilia contra o sacerdote chileno Fernando Karadima, da paróquia El Bosque, da comuna de Providência. Entre 1995 e 2009 a queda da presença católica no Chile foi de 74% para 65% (queda de 9 pontos em 14 anos). Mas de 2009 a 2017 a queda foi de 20 pontos em oito anos.

A tabela abaixo mostra como foi a perda das filiações católicas nos 17 países da ALC entre 1995 e 2017 e o aumento de 77% para 80% no México, no mesmo período. A maior queda ocorreu em Honduras, onde os católicos caíram de 76% em 1995 para 37% em 2017, uma perda impressionante de 39% em 22 anos. Se essa tendência se mantiver, os católicos desaparecerão de Honduras nos próximos 21 anos.

A perda de filiações católicas também foi muito acima da média na Nicarágua (queda de 37% em 22 anos) e no Panamá (queda de 34%). Em El Salvador a queda foi um pouco menor (de 29% em 22 anos), mas isto porque a presença católica já era relativamente pequena em 1995, sendo que ficou em apenas 40% em 2017.

O Chile (queda de 29%) e o Brasil (queda de 25%) também apresentaram grande queda entre 1995 e 2017, mas a queda do Chile foi maior na segunda década do século XXI, sendo que os católicos chilenos já perderam a maioria absoluta. A Argentina continua bem mais católica do que o Brasil e o Chile, mas a perda de católicos tem se dado no ritmo de 1% ao ano. Neste ritmo os católicos argentinos podem perder a maioria absoluta no espaço de 15 anos. O único país em que os católicos se fortaleceram, no período, foi o México.


Cabe indicar que o Uruguai se destaca não só como o segundo país menos católico da região, mas também como um dos mais secularizados, ou seja, com maior presença de pessoas que se declaram sem religião, agnósticos ou ateus.

O gráfico abaixo mostra o crescimento do percentual de pessoas que se declaram sem religião na ALC. Percebe-se que os sem religião mais do que quadruplicaram, passando de 4% em 1995 para 18% em 2017. A novidade desta nova pesquisa do Latinobarômetro é que o Chile tomou o lugar do Uruguai como o país mais secularizado da região.

As pessoas que não optaram por qualquer religião, em 2017, atingiu 35% no Chile, 31% no Uruguai, 30% em El Salvador, 28% na República Dominicana, 25% na Nicarágua e assim por diante, sendo que os sem religião estavam em 14% no Brasil (o que coincide com uma pesquisa do Datafolha de dezembro de 2016). Bolívia e Paraguai são os dois países menos secularizados. Ao contrário do Brasil, a queda do percentual de católicos no Uruguai e no Chile não foi acompanhada por um aumento significativo dos evangélicos.



O Brasil é o maior país católico do mundo e a ALC é o continente mais católico do Planeta. A queda acentuada de católicos poderá ter uma grande implicação para a correlação de forças internacionais entre as grandes religiões globais. Parece que o Papa Francisco – primeiro Pontífice latino-americano – não está conseguindo reverter essa situação e o Chile é um exemplo de desgaste da Igreja católica.

O fato é que algo está mudando no continente e o catolicismo está em declínio entre os povos que foram colonizados e convertidos a partir do ano de 1492.

Referências:

ALVES, JED. A transição religiosa na América Latina e no Brasil, Ecodebate, RJ, 31/05/2017

ALVES, JED. O panorama das mudanças religiosas na América Latina, Ecodebate, RJ, 14/06/2017

ALVES, JED. Secularização e pluralidade na América Latina, Ecodebate, RJ, 20/09/2017

ALVES, JED. O Papa Francisco sob fogo cruzado e com baixa popularidade no Chile, Ecodebate, RJ, 19/01/2017

LATINOBAROMETRO. El Papa Francisco y la Religión en Chile y América Latina – Latinobarometro 1995-2017

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

Artigo de José Eustáquio Diniz Alves

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Menino viveu com feto do irmão gêmeo no estômago por 15 anos: entenda caso raro


Em um caso raro no meio médico, um jovem abrigou o feto de seu irmão gêmeo dentro do corpo por 15 anos. Ele precisou passar por uma cirurgia para que a "massa" localizada em seu abdômen fosse retirada.
Conhecida como "gêmeo parasita" ou fetus-in-fetu, a condição se dá por uma má-formação durante a concepção dos bebês. É como se eles fossem siameses, mas um dos fetos se forma dentro do corpo do outro.

Adolescente com feto dentro do abdômen
O caso aconteceu no Hospital Sultan Abdul Halim Hospital, na Malásia, e foi publicado no jornal científico British Medical Journal.
Segundo a publicação, o menino de 15 anos apresentavam uma massa localizada no abdômen e reclamava de dores na região desde a infância.

Características do feto
O feto que se hospedou em seu corpo era alimentado por uma rede vascular, o que aumentou o nível de complexidade da cirurgia, e já apresentava crânio, vértebras, ossos, ainda que com deformações, cabelo, órgão genital masculino, olhos e pele.
Segundo os médicos, o bebê não-viável pesava 1,6 kg, não tinha boca, nem placenta ou cordão umbilical.

© bluebay/Shutterstock feto dna formacao 0118 400x800
Como se forma?
De acordo com o artigo científico, a má-formação pode acontecer quando um gêmeo monozigótico (idêntico ao irmão) se incorpora ao corpo do outro feto devido a uma falha divisão dos zigotos.
Ele, então, se torna parasita e é alimentado pelo irmão. O caso só é reconhecido como fetus-in-fetu quando é possível identificar coluna vertebral; se não, ele é identificado como um "teratoma", tumor formado por uma mistura heterogênea de tecidos (epitelial, ósseo, muscular, cartilaginoso).
A formação geralmente acontece no abdômen, mas também pode se desenvolver em outras partes do corpo do hospedeiro como cabeça, boca e escroto (bolsa que contém os testículos).
Em alguns casos, é possível identificar o fetus-in-fetu ainda na gravidez, em exames pré-natal.

Cirurgia para retirada do feto
A identificação do fetus-in-fetu pode ser feita com um raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou ultrassom. Para retirar o feto, o paciente precisou passar por uma laparotomia, cirurgia na cavidade abdominal.
O bebê foi entregue à família para a realização de um ritual funerário e o adolescente passa bem, segundo a publicação.
Fonte: Site MSN

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Ordenação Episcopal de Monsenhor Aldemiro Acontece em Ilhéus


A Cidade e a Diocese de Ilhéus,  tiveram ontem a alegria de Ordenar mais um Bispo Diocesano, ele o segundo Bispo desta Diocese, já que o primeiro foi Dom Cristiano (Bispo Emérito de Jequié), quando o mesmo era Sacerdote na Paróquia de Ubatã que pertence ao Zonal Oeste desta Diocese!

A Catedral esteve totalmente tomada para este grande momento e todos estavam com grande alegria e jubilo para celebrar nesta manhã  deste domingo, 17 de dezembro, a Ordenação Episcopal de Monsenhor Aldemiro Sena dos Santos.

Com 53 anos de idade e 25 anos de vida ministerial, o então Pároco da Catedral de Sebastião, foi nomeado no dia 04 de outubro pelo Santo Padre, o Papa Francisco, como Bispo da Diocese de Guarabira, no Estado da Paraíba. Ao ser Ordenado, ele escolheu como Lema Episcopal: “Servir com alegria”.

Presidida pelo Bispo da Diocese de Ilhéus, Dom Mauro Montagnoli CSS, a cerimonia contou com a presença de muitos bispos do Regional Nordeste II e III. Entre eles, os dois Concelebrantes: o Arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Luiz Gonzaga Silva Pepeu, OFMcap e o Dom Manoel Delson  Pereira Cruz, OFMcap Arcebispo de João Pessoa (PB). Também estavam presentes: Dom Gilson Andrade Silva (bispo auxiliar da Arquidiocese de  Salvador), Dom Carlos Alberto dos Santos (bispo da Diocese de Itabuna), dom Ceslau Stanula (bispo emérito da Diocese de Itabuna). No total, 14 bispos participaram  da solene, além de Seminaristas, Diáconos Permanentes e Temporários, religiosas, religiosos e praticamente fiéis pertencentes a todas as Paróquias e Comunidades da Diocese.

Antes da homilia, conforme o rito houve o pedido para a ordenação episcopal de Dom Aldemiro, seguida da leitura do documento pontifício de nomeação. Na homilia, Dom Mauro disse: “Cada bispo exerce o seu poder pastoral sobre o povo de Deus. Ele é o princípio e o fundamento visível da unidade da Igreja Católica, sendo que a pregação da Palavra de Deus é a sua principal missão.”

Depois da homilia, houve a continuação do rito, com a Ladainha de todos os Santos e a imposição das mãos, começando por Dom Mauro, os concelebrantes e demais bispos presentes. Depois da imposição, Dom Aldemiro recebeu o Báculo da Paz de seus irmãos do Episcopado, enquanto os fiéis o aclamavam com palmas.

Em seguida, dois diáconos sustentaram o livro dos Evangelhos sobre a cabeça do eleito enquanto era proferida a Oração de Ordenação. O mesmo livro dos Evangelhos foi entregue a Dom  Aldemiro, acompanhado do Anel, da Mitra e do Báculo Pastoral.


Com esses gestos, que a Igreja conferiu com a plenitude do Sacramento da Ordem, Dom Aldemiro Sena dos Santos recebe do Senhor, agora já sucessor dos apóstolos, a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens pela fé, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos consigam a salvação. Antes da conclusão da celebração, ao final Dom Aldemiro percorreu a Catedral Diocesana abençoando os fiéis. 


Conheça a Trajetória de Dom Aldemiro Sena dos Santos

Padre Aldemiro Sena dos Santos nasceu em Ibirataia, no sul da Bahia, em 26 de junho de 1964, e em 1966, foi batizado pelo bispo daquela época, Dom Frei Caetano, que era bispo da Diocese de Ilhéus. Tem uma  família de oito irmãos, o pai já é falecido e mãe  mora na sua terra natal no norte da Bahia.

É formado em Filosofia e Teologia pelo Instituto de Teologia de Ilhéus Em 1992, foi ordenado sacerdote na Catedral de São Sebastião, em Ilhéus. Como presbítero, exerceu entre os anos de 1993 a 1996, o posto de reitor do Seminário Menor São Domingos Sávi, em Ilhéus. Foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Escada, em Olivença, Ilhéus.

De 1996 a 1998, exerceu o sacerdócio na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Barro Preto, Ilhéus. Depois foi nomeado coordenador de pastoral diocesano pelo bispo Dom Mauro e em seguida foi transferido para a paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Malhado. Paralelo à esse serviço paroquial, também foi nomeado coordenador do Centro de Treinamento de Líderes Cristãos, que é a casa de formação dos leigos da nossa diocese.

Depois dessa experiência, foi nomeado pároco da paróquia São Francisco de Assis, também em Ilhéus, e passou quase nove anos naquela paróquia. Em seguida, o bispo o nomeou ecônomo da Diocese e juntamente com esse serviço, foi nomeado pároco da Paróquia de São Jorge em Ilhéus.


Posse
A Solenidade de Posse Canônica do 4ª Bispo da Diocese de Guarabira será dia 02 de fevereiro de 2018, às 16h, na Catedral de Nossa Senhora da Luz, na cidade e Diocese de Guarabira na Paraíba. A Diocese de Guarabira foi criada pelo Papa João Paulo II através da Bula “Cum Exoptaret”.

No dia 11 de outubro de 1980, desmembrada da Arquidiocese da Paraíba, da qual era Região Episcopal desde 1976, e instalada como Diocese no dia 27 de dezembro de 1981 e tem como padroeira Nossa Senhora da Luz  que é celebrada no dia 02 de fevereiro. 

Fonte Site: Portal Católico. Net
Revisão Paulo Costa
Imagens: PASCOM (Paróquia São Jorge)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Atendimentos Demorados e Ar Condicionados Sucateados esta é a Realidade do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) de Ilhéus.


Nesta segunda-feira (27) estive na unidade do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão), no Centro da Cidade aqui em Ilhéus, para fazer uma nova Carteira de Identidade, já que a minha tem  mais de 20 anos. Confesso a vocês que só não estava contando, com o extenso tempo que se perde, para obter este Documento que é de suma importância para todos nós, pois cheguei ás 07h10  e só retornei para casa, às 14h05.
Quando foi inaugurando no dia 21 de março de 2001, portanto há mais de 16 anos, era considerado um sinonimo de excelência em serviços prestados a população e copiados por países desenvolvidos mundo a fora, já que o mesmo foi declarado como uma criação genuinamente baiana. Hoje percebi que este "serviço de excelência", ficou nos primeiros anos do seu funcionamento, pois o que encontramos por lá, foram pessoas se queixando da demora do atendimento, pelo menos 05 aparelhos de ar condicionado nos corredores onde as pessoas ficam aguardando estavam totalmente quebrados e sem funcionamento; também percebemos que uma porta localizada próximo a sala do atendimento, estava trancada, evitando assim que pelo menos tivéssemos um pouco de vento no ambiente. nos áureos tempos, tínhamos pelo menos um bebedouro em cada corredor para saciarmos a nossa sede com uma pouco de água. As vezes geladinha, outras vezes quentinha, mais pelo menos tínhamos agua! hoje temos que sair pelos estabelecimentos comerciais pedindo água ou comprarmos agua mineral.
Mulheres gravidas, crianças e pessoas de idade, tem qaue aguardar o atendimento, debaixo de uma quentura ambiente insuportável, principalmente neste período em que a nossa Cidade exibe altas temperaturas. Salientamos que o atendimento, tirando a questão de ser demorado, não é de má qualidade, muito pelo contrário, porem acreditamos que poderia ser muito melhor, especialmente na questão do tempo, que se é realizado.
Abaixo confira algumas imagens que tiramos, para ilustraer a nossa história, pois não é apenas a população de Ilhéus que utiliza os serviços por lá. hoje havia inclusive uma pessoa da cidade de Uruçuca e uma outra do Distrito de Aritaguá, que veio recuperar os seus documentos e também para tirar outros.